Saturday

Porque hoje é sábado...

Monday


Piero della Francesca, Frederico, Duque de urbino


O INTERESSE PELA ANTIGUIDADE
O duque de Urbino, entre várias coisas louváveis, edificou um palácio, o mais belo de toda a Itá­lia, no dizer dos conhecedores. Encheu-o não apenas daquilo que se usa habitualmente, como por exemplo taças de prata, ricos cortinados de seda e de ouro, e outro mobiliário semelhante, mas também ali reuniu uma infinidade de estátuas antigas, de mármore e de bronze, as pinturas mais célebres, e uma grande quantidade de instrumen­tos de música; e não quis ali senão as coisas raras e belas. Em seguida, com grandes despesas, juntou um grande número de excelentes livros, gregos, la­tinos e hebraicos, considerando que ali estava a inestimável pérola do seu vasto palácio.
Baltazar Castiglione, O Cortesão (1528)

Friday

Porque Hoje é Sexta...


Mar tenebroso

O rugido da vagas batendo contra os pe­nhascos ouve-se a muitas milhas de distância. Quando sopram os ventos de oeste, a altura das ondas na costa pode exceder 15 m. De Outubro a Abril são vulgares os nevoeiros es­pessos. Para um marinheiro medieval, com longa prática de escutar todo o género de nar­rativas fabulosas sobre o Mar Tenebroso e o fim do Mundo, essa linha de costa traiçoeira e deserta anunciava sem dúvida alguma o limi­te da navegação possível. O longo promontó­rio do cabo Bojador, penetrando com profundidade no mar, mostrava claramente onde se encontrava a barreira. Quem ousaria passar além?
A. H. de Oliveira Marques, História de Portugal,

Thursday

PADRÃO


O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei Este padrão ao pé do areal moreno e para diante naveguei. A alma é divina e a obra é imperfeita. Este padrão sinala ao vento e aos céus que, da obra ousada, é minha a parte feita: O por-fazer é só com Deus.
E ao imenso e possível oceano ensinam estas Quinas, que aqui vês, que o mar com fim será grego ou romano: O mar sem fim é português.
Fernando Pessoa, Mensagem


Escravatura


A escravatura e o tráfico de escravos não são apenas uma página negra que a Europa escreveu a partir do séc.XVI e até finais do séc. XIX. São uma realidade escondidada que persiste e resiste a todo o progresso e civilização que, de então para cá, a humanidade foi construindo. Escravos dos dias de hoje podem ser encontrados no Sudão, na Índia, no Haiti ou no Sul do Paquistão, para apenas mencionar alguns. De Acordo com a Anti-Slavery International , a mais antiga organização dos direitos humanos, são cerca de 20 milhões de seres humanos privados de quaisquer direitos ou dignidade. Milhões deles têm a tua idade.


O Domínio Português no Oriente

Que toda a nossa força esteja no mar. Desistamos de nos apro­priar da terra. As tradições antigas de conquista e um império cons­truído sobre reinos tão distantes não convém.
Com as nossas esquadras teremos seguro o mar e protegidos os indígenas, em cujo nome reinaremos de facto sobre a Índia; e se o que queremos são os produtos dela, o nosso império marítimo assegura­rá o monopólio português, contra o Turco e o Veneziano.
(Carta de D. Francisco de Almeida ao rei D. Manuel I, 1508 - adaptado) .



E portanto digo, Senhor , que aguenteis o feito da Índia muito firmemente com gente e armas, e que vos façais forte nela e segureis vosso comércio e vossas feito­rias, e que arranqueis as riquezas e o comércio da Índia das mãos dos Mouros, e isto com boas fortalezas, ganhando os lugares prin­cipais deste negócio aos Mouros.
(Carta de D. Afonso de Albuquerque ao rei D. Manuel I,1510- adaptado)

Wednesday



HORIZONTE

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte
Os beijos merecidos da Verdade.
Fernando Pessoa, Mensagem